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sexta-feira, 29 de junho de 2012

O que olhos não vêm

Leila Moura
Não passa, nunca passa. Não diminui, não cessa, só cresce.
Divide-me, marca-me, magoa-se e faz-me feliz.
Esconde-me e descobre-me.
Protege-me e ataca-me.
Lembra-me, esquece-me, usa-me...deixa-me usar-te.
Aproxima-te e foge.
Ignora-me, dá-me atenção.
Onde estás?
Preciso tanto ver-te, sentir-te, olhar-te, cheirar-te, fechar os olhos e ficar só na tua presença.
Deitar-me ao teu lado em silêncio, a ouvir-te respirar, a sentir o teu coração a bater.
Chama-me!
Deixa ser real só um pouco, porque só o meu imaginário já não me chega.
Não me percas!
Alimenta esta parte de mim que tens contigo, sempre!
O que olhos não vêem....o coração sente, todos os dias mais...e fica a sentir calado, em agonia, a gritar em silêncio pela tua presença, pelo teu toque...p'la tua atenção.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Contigo, eu, não era o "eu" de todos os dias

Praia de Carcavelos - Leila Moura

Percebo agora aquele encanto que tenho por ti.
Todas as vezes que me perguntei: "Porque não sou capaz de largar alguém, se sei que não me faz bem?" têm agora resposta.
Já sei de onde vem todo o encanto e toda a paz que cada momento contigo me trazia.
Finalmente descobri porque sentia tanta necessidade, ou ansiedade, de estar contigo uns minutos que fossem.

Contigo, eu, não era o "eu" de todos os dias. Contigo eu sou, ou era, diferente.
Espera! Não me interpretes mal! Nunca te menti, nunca fui algo apenas para te agradar e nunca te disse nada que realmente não sentisse ou não pensasse.
Contigo, eu era apenas eu. Com defeitos, qualidades, sinceridades, fragilidades admitidas.
Contigo eu era quem realmente gosto de ser. Sem mais nada.
E percebo agora que o meu maior medo nunca foi perder-te! O meu maior medo é perder o que criámos, ou o que temos. O meu receio é perder-me!
E agora voltam as vozes na minha cabeça: Se isso tudo realmente existe, então tu não vais perder!
E a outra que diz: Só existe tal como é agora, se precisares mudar, por algo superior a ti, vais perder.

Há palavras que têm de ser ditas, por mais que venham tirar-nos aquilo que mais estimamos.
Mas...o momento em que as palavras são ditas tende em ser adiado. Falta de coragem?

Sim...contigo eu também sou cobarde e egoista o suficiente para querer um "Para Sempre".

Pesquisas