sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O meu outro mundo

Sempre me foi dito e ensinado que não podemos ter tudo.
Não podemos ter tudo ao mesmo tempo,
Não podermos ter tudo o que queremos,
Não podemos ter tudo com o que sonhamos,
Nunca soube porquê, mas sei que não podemos ter tudo.
E quando achamos que temos tudo, vai certamente sempre faltar alguma coisa.

Eu fui egoísta quando achei que podia ter o melhor de dois mundos.
Ter o mundo que me deram, e ter-te no meu outro mundo.
Nem era permanente, nem era certo, nem era sempre...
Era só um pouco do teu tudo, eram só minutos da tua eternidade, eram só pedaços da tua grandeza.

Foi-me arrancado sem aviso, e agora eu não tenha nada de quem tem o meu quase tudo...
O meu tudo do meu outro mundo.
O meu outro mundo que é agora vazio, onde ecoam os meus pesares e pensamentos...
O meu outro mundo onde voltam para mim as palavras que te lanço a ti.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

notas

Um desejo carnal que não veio de uma atracção física...
Uma manifestação física de um encanto por um ideal platónico e paralelo. 
Um corpo que ferve por provocações intelectuais...
Uma paixão, um desejo que não veio de um físico visível, mas de uma ligação misteriosa a um mundo misterioso que não existe para mais ninguém senão para outrora um nós...que agora sou só eu. 

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

notas...

Apetecia-me chorar no teu colo e depois desaparecer...
Não do teu mundo..mas de todo o mundo.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

...

Penso sempre que sinto o sol a aquecer-me o rosto,
Penso sempre que olho para uma janela em que a chuva bate forte,
Penso sempre que está lua cheia,
Penso sempre que ouço uma letra tocante,
Penso sempre que vejo uma fotografia banal,
Penso sempre que deito a cabeça na almofada,
Penso sempre que acordo,
Penso sempre que olho para um telefone,
Penso sempre...
Pensarei sempre?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Ocasionalmente


Reencontrei-te, numa noite de lua cheia, de alma aberta, de coração cheio, de mente vazia...
Reencontrei-te não por acaso...mas nada premeditado. 


Olhei-te nos olhos uma última vez, e perdi-me neles....como não deveria. 

Encontrei-me, e por pouco não te encontrei também. 
Tremeu-me a alma e o espírito quando me vi em frente a ti. 
Quase abandonei o corpo para nos ver uma última vez, frente a frente... Muda, imóvel...a seguir-te de olhos fechados a desejar que não me visses para que eu te pudesse ver. 


Como sempre...nada do que queria fazer ou dizer aconteceu. 
Apenas fui... 
Apenas sou. 

Ficou outra vez o teu cheiro e a tua imagem, até quando se desvanecer e eu enlouquecer e correr de novo para beber mais pouco do que me dás sem saberes, sem sentires...porque, assim como eu, tu apenas"és" quando estamos perto. 


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

E.....não, não deveria ter escrito nada disto no passado.

Quis tanto ter-te um pouco, achando que querer tudo era pedir demasiado.
Fiz-me tão pequena para te enaltecer, achando que assim entenderias a admiração que tinha por ti.
Fui tão modesta, apenas para não afugentar aquilo que eu queria de ti.
Era tão criança em sentimentos sinceros, e tão mulher em sensações mundanas.
Tão vazia longe de ti, a transbordar quando estávamos perto.
Tão faladora que sou e tão calada que ficava, tantas vezes de olhos fechados só para te ouvir falar.
Tão irrequieta que sou e tão quieta que ficava, para que cada sentido meu absorvesse cada frequência tua.
Tão independente, tão solitária, tão bruta que sou...e tantos opostos que fui só para te ter um minuto...porque uma hora era pedir demais da tua grandeza.
Não, não fiz bem. Não, não é certo enaltecer alguém assim em detrimento de mim próprio.

Não, não me arrependo. Pode ter sido um erro, mas não soube agir de outra forma.
Nunca segui nada que não fosse instintos, nunca pensei muito seguia conforme o meu inconsciente me guiava.
E.....não, não deveria ter escrito nada disto no passado.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

um ponto

Chegamos ao ponto final....
Depois de tantas reticências, depois de tanto substituir os teus pontos de exclamação p'los meus pontos e virgulas...
Depois de tantas revisões e acordos ortográficos, depois de tantas palavras, depois de tantas histórias com um final que nunca foi escrito...
Ficamos por aqui...outra vez com um nevoeiro denso de hipérboles minhas e tuas. De questões sem resposta, depois de tantas musicas que ficam agora em lista de espera, depois de tantos textos por enviar e mensagens por receber.
Depois de tantos passos à frente e corridas para trás...
Cheguei muito depois de ti ao ponto final...mas cheguei.
Cheguei?
Pensa que sim, eu hei-de deixar de pensar em ti, de escrever sobre ti, de rabiscar para ti.
O silêncio corta-me o coração, o teu "politicamente correcto" rasga-me a razão e o bom senso.
Perdi-me, perdi-te...perdi-nos...
Odeio perder!
Não rasgo a página, porque o meu livro não acabou.
Quem sabe se não escrevo um dia sobre isto outra vez.
Entretanto, se não podia ser mais ridículo, é como se estivéssemos numa mesma sala separados por um espelho unidireccional: eu vejo-te, eu lembro-te, eu ouço-te, eu sinto-te sem querer...basta ceder aos meus pensamentos. Tu não sabes quem sou, não te lembras que existo, não me vês, não me ouves...
Ponto!

Pesquisas