quinta-feira, 24 de outubro de 2013

um ponto

Chegamos ao ponto final....
Depois de tantas reticências, depois de tanto substituir os teus pontos de exclamação p'los meus pontos e virgulas...
Depois de tantas revisões e acordos ortográficos, depois de tantas palavras, depois de tantas histórias com um final que nunca foi escrito...
Ficamos por aqui...outra vez com um nevoeiro denso de hipérboles minhas e tuas. De questões sem resposta, depois de tantas musicas que ficam agora em lista de espera, depois de tantos textos por enviar e mensagens por receber.
Depois de tantos passos à frente e corridas para trás...
Cheguei muito depois de ti ao ponto final...mas cheguei.
Cheguei?
Pensa que sim, eu hei-de deixar de pensar em ti, de escrever sobre ti, de rabiscar para ti.
O silêncio corta-me o coração, o teu "politicamente correcto" rasga-me a razão e o bom senso.
Perdi-me, perdi-te...perdi-nos...
Odeio perder!
Não rasgo a página, porque o meu livro não acabou.
Quem sabe se não escrevo um dia sobre isto outra vez.
Entretanto, se não podia ser mais ridículo, é como se estivéssemos numa mesma sala separados por um espelho unidireccional: eu vejo-te, eu lembro-te, eu ouço-te, eu sinto-te sem querer...basta ceder aos meus pensamentos. Tu não sabes quem sou, não te lembras que existo, não me vês, não me ouves...
Ponto!

4 comentários:

Anónimo disse...

Será que é mesmo assim?!

Leila Moura disse...

E se assim não fosse?

Anónimo disse...

Cada um pinta o quadro à sua maneira...

Leila Moura disse...

Cada um pinta como sente.
E se o que sente não é o que era suposto, então do outro lado deveria haver algum tipo de "sinal" para que se mudasse algum rumo "sentimentalista".
Sentir complica tudo...
Sentir bem ilumina, sentir isto...é...difícil :)
Escrever é um desabafo, que não permite esquecer algo que por muito mal que nos possa parecer agora não deixa de ser (ter sido) quase perfeito.

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