sexta-feira, 29 de junho de 2012

O que olhos não vêm

Leila Moura
Não passa, nunca passa. Não diminui, não cessa, só cresce.
Divide-me, marca-me, magoa-se e faz-me feliz.
Esconde-me e descobre-me.
Protege-me e ataca-me.
Lembra-me, esquece-me, usa-me...deixa-me usar-te.
Aproxima-te e foge.
Ignora-me, dá-me atenção.
Onde estás?
Preciso tanto ver-te, sentir-te, olhar-te, cheirar-te, fechar os olhos e ficar só na tua presença.
Deitar-me ao teu lado em silêncio, a ouvir-te respirar, a sentir o teu coração a bater.
Chama-me!
Deixa ser real só um pouco, porque só o meu imaginário já não me chega.
Não me percas!
Alimenta esta parte de mim que tens contigo, sempre!
O que olhos não vêem....o coração sente, todos os dias mais...e fica a sentir calado, em agonia, a gritar em silêncio pela tua presença, pelo teu toque...p'la tua atenção.

3 comentários:

Anónimo disse...

Ontem, hoje, amanhã e sempre!!! :)

encoxadas disse...

sinto-me assim, nossa não quer cessar, não vai parar de doer eu sei, meu muito obrigado pelas palavras.

cordialmente.

Leila Moura disse...

Obrigada por ler Marcus.

Bjs

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