quarta-feira, 17 de março de 2010

..um descanso de dias outrora tão agitados.

Quero fazer-te pensar que acabou, que agora não sou mais do que aquela pessoa por quem passas e dizes bom dia...por vezes sem palavras, só com um aceno.
Quero fazer-te crer que sentimentos de outrora morreram agora.
Quero fazer-te sentir a revolta de querer e não ter, sem que haja algum tipo de explicação para isso.
Quero afirmar qualquer coisa como uma posição, quero fazer-te ver que entre nós já nem bate um coração.
Porque quero tudo isto?

Não sei, talvez uma fraca manobra de defesa, que me afasta do negro em que me mergulhas. Talvez  uma  forma de me fazer acreditar que sentes a minha falta quando não estou. Talvez uma forma de ludibriar a minha mente e mascarar os sentimentos que não quero que existam mais!
Uma forma infantil de controlar o incontrolável, de racionalizar o irracional, de explicar o que nem motivo tem para acontecer.

Uma fuga de tudo o que me lembre de ti, que tão depressa se transformou numa fuga do mundo.
Pensar em tudo antes de adormecer, para não arriscar ter de sonhar contigo.
Tentar evitar aqueles momentos mais sós....porque neles és tu quem está comigo.
São reflexos irreflectidos de almas inquietas e corações destroçados, que buscam um descanso de dias outrora tão agitados.

2 comentários:

Transcendente disse...

Gostei deste canto. Suave e eficaz.

Leila Moura disse...

Obrigada. Foi uma espécie de desabafo das ideias que tinha em mente naquele preciso momento.
Obrigada pela visita

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