segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Não gosto...

Não gosto de gostar de ti,
Não gosto de ter vontade de megulhar num infinito só porque aos meus olhos parece tão bonito.
Não gosto de sentir como se nunca fosse acabar.
Não gosto que a noite te traga em sonhos, quando foi tão difícil evitar-te durante o dia inteiro.
Não gosto de saber a tua opinião quando a minha é tão diferente.
Não gosto de me sentir bem, quando sei que a seguir me vou sentir tão frágil.
Não gosto de não te conseguir mentir, não gosto de não me conseguir proteger de mim mesma perto de ti...ou da tua imagem...ou daquilo que me lembro de seres.
Não gosto de mim, quando fraquejo na esperança que fiques tu a gostar. Não gosto de te evitar!
Mas se mesmo depois de voltas e voltas, não consigo mudar...Afinal descubro que há algo de que gosto:
De não ter medo! De não controlar impulsos! De não controlar a forma como bate o coração ou como arde um desejo! De não ficar dentro de limites e não ter medo de me atirar para um infinito só porque me parece tão bonito.
Afinal gosto: de não aprender, de não ter medo de sentir. Afinal gosto de ser assim...mesmo que para isso às vezes tenha de me esconder de mim.

2 comentários:

Gil Façanha disse...

Minha querida, vale a pena esperar o tempo que for para ler um texto teu. Porque sempre me encontro um pouco neles. Acho que o melhor da vida, é ser intensa. Ter medos, dá medo. Aquele infinito, irei buscá-lo justamente por me parecer bonito. O problema é que o mundo não gira e nem sente na mesma intensidade que você possa sentir e viver. E aí... As conseqüências machucam. Mas afinal, não estamos aqui pra viver?! Então... Viva teu infinito de forma que ele seja, enquanto durar... Sempre mais bonito. Bjs e estava com saudades.

Leila Moura disse...

Obrigada Gil :) Sabe sempre bem saber que estás por aí e que te identificas de alguma forma com o que vou deixando escrito.
E sim...se não vivermos conforme os nossos impulsos nos guiam, então metade da vida nem vale a pena.
Um beijo e até à próxima

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